120 % de ocupação. Quem é que não sonha com isso?

120 % de ocupação. Quem é que não sonha com isso?

Sou um leitor contumaz do noticiário especializado em turismo. Quem acompanha alguns desses sites observa que quase todos os dias sai uma nota, divulgada pela assessoria de imprensa das redes hoteleiras ou mesmo de hotéis independentes, de que suas vendas online “aumentaram no último ano xx %”.

Logo em seguida, leio relatórios de entidades dando conta de que a taxa de ocupação geral, etc, não passou de 60% no último ano. Então penso: há algo de errado. Bem, reserva online é meu negócio e também software de gestão, então dei-me ao trabalho de pesquisar em vários portais do trade, nos últimos 3 anos, notícias relativas a 3 redes grandes, 3 pequenas redes nacionais, com hotéis bem conhecidos e 3 grandes hotéis de laser, notícias estas relativas ao aumento de vendas via internet. Então deveriam estar com 120% de ocupação. Oba!! Overbooking! Sabemos que não é esta a realidade.

O que há de errado? Em primeiro lugar, sejamos francos, as notícias vêm um pouco exageradas nos números. Tudo bem, isso faz parte do jogo, das vaidades, do marketing, e por aí vai. Depois, tem uma questão conceitual: o que é venda online? Receber reservas por e-mail é venda online?

Faça uma experiência facílima: lembre o nome de qualquer hotel e coloque no Google. Ou, de outra forma: escolha uma cidade e coloque “hotel em …… “. Em 100% dos casos vai aparecer logo de cara esse hotel ou hotéis na cidade escolhida oferecida por OTA’s, portais de hotelaria, etc, em anúncios pagos e não pagos. Somente lá em baixo é que aparecerão os sites dos hotéis, se aparecerem. Porque isso ocorre? É simples: porque as OTA’s sabem trabalhar o Google, além, é claro, de investirem nos anúncios pagos.

O hotel tem que colocar um motor de reservas em seu site, e não ficar na expectativa de que comece a gerar reservas imediatamente. Para isso acontecer, o site precisa ser encontrado. O motor de reservas vai ajudar seu hotel a melhorar o raqueamento no Trip Advisor e no Trivago E cabe a você, hoteleiro, fazer com que isto melhore ainda mais, valorizando o investimento feito em um site maravilhoso. Seu site precisa estar corretamente adaptado às atuais exigências técnicas para ser bem ranqueado no Google. Informo que isso não é tarefa fácil, e para tanto existem os especialistas, ou “Google partners”. Esse pessoal insere (escondidas) códigos e palavras chave nas páginas do site, escolhidas cuidadosamente, com acompanhamento dos resultados, para que o site apareça no alto da busca e gere mais resultados, hóspedes diretos sem pagamento de altas comissões.

Precisa também aparecer nas OTA’s, pois todos os seus concorrentes também estão lá. E o melhor dos mundos: ter tudo isso integrado através de um channel manager, que insere no seu sistema de gestão (PMS) as reservas oriundas do motor de reserva e das OTA’s, deixando

vc despreocupado em gerenciar a disponibilidade em todos os canais de venda onde vc aparece.

Para você que está pagando comissões e mais comissões, neste mundo da alta tecnologia e não está satisfeito com a ocupação do seu hotel, ou com o que sobra no seu bolso no fim do mês, recomendo uma solução à moda antiga: simplicidade. Porque simplicidade? Um bom site não precisa ter exageros, “tipo” efeitos especiais contratados em Holywood, precisa ter um motor de reservas de verdade, e uma divulgação bem feita no Google e nas OTA’s. Será um investimento que vai trazer-lhe um retorno a médio prazo bastante satisfatório, melhorando sua rentabilidade e a taxa de ocupação, … sem chegar a 120%, claro ! !